CBI DENUNCIA

CAOS NO IPSEMG DEIXA BENEFICIÁRIOS SEM ATENDIMENTO

segunda-feira, 05/02/18 17:07

Cidades sem pronto atendimento, greve de médicos, falta de pagamento a unidades de saúde credenciadas, suspensão de convênios, cancelamento de cirurgias e falta de compromisso da administração. Esse é caos em que se encontra o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) e o resultado não é outro que não a precariedade de serviço e a desumanidade com os beneficiários que necessitam dos serviços de saúde. Há meses denunciando a má gestão no Instituto, o Conselho de Beneficiários do Ipsemg (CBI) cobra agora a saída do presidente do Ipsemg, Hugo Vocurca.

Diante do quadro de calamidade em que se encontra a rede de atendimento do Ipsemg, o CBI marcou uma reunião com o presidente e representantes do Instituto para analisar os problemas recorrentes e buscar soluções. Entretanto, mais uma vez, demonstrando o descaso com a situação, o presidente Hugo Vocurca não compareceu ao encontro, reforçando a postura desrespeitosa apresentada anteriormente (leia mais).

“A ausência constante do presidente nas reuniões deixa clara a falta de administração e respeito ao CBI, órgão legalmente constituído para representar os donos do Ipsemg e para fiscalizar o Instituto em busca de serviços de qualidade e eficiência”, ressaltou o presidente do CBI e diretor de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Servidores da Justiça de 2ª Instância do Estado de Minas Gerais (SINJUS-MG), Alexandre Pires.

Assim, o Ipsemg foi representado pelo seu diretor de Saúde, José Luiz de Almeida Cruz, e pelo assessor-chefe da Assessoria de Políticas e Regulação em Saúde (APRES), Cristiano Gonzaga da Matta Machado. Na reunião, o CBI voltou a cobrar providências para a falta de pagamento aos hospitais credenciados da capital e interior, o que tem provocado a suspenção dos atendimentos e a superlotação do Hospital Governador Israel Pinheiro (HGIP), em Belo Horizonte.

No interior, a situação é especialmente preocupante. Em Uberlândia, recentemente houve o credenciamento do Uberlândia Medical Center (UMC), depois de anos que a cidade ficou sem nenhum hospital que atendesse pelo Ipsemg. Contudo, os beneficiários do município já foram surpreendidos com a suspensão desse atendimento por falta de pagamento. Em Lavras e Varginha o atendimento também está paralisado.

Durante a reunião, a percepção dos membros do CBI é de que o Ipsemg está perdendo receitas depois que o dinheiro advindo das contribuições dos usuários deixou de ir para o caixa do Instituto para ser direcionado ao caixa único do governo de Minas Gerais. Pela regra, é descontado 3,2% dos salários dos servidores, além da coparticipação paga pelo beneficiário em todo procedimento realizado, e o Estado deveria entrar com uma contrapartida de 1,6%. Entretanto, parece que até mesmo os diretores do Ipsemg perderam o controle sobre essas finanças.

“As contas estão obscuras e nem mesmo sabemos se o Estado está depositando a parte dele. No Tribunal de Justiça de Minas Gerais temos visto que o governo está retendo os repasses dos duodécimos. Isso também está acontecendo com as verbas dos municípios. Mas, se isso está acontecendo no Ipsemg, significa um verdadeiro atentado contra a saúde e a dignidade dos servidores”, alertou Alexandre Pires. Por isso, o CBI vai marcar uma reunião diretamente com o secretário de Estado de Fazenda, José Afonso Bicalho.

Cirurgias no HGIP

Durante reunião realizada em dezembro, o CBI cobrou do diretor de Saúde, José Luiz, providências para o problema das cirurgias interrompidas por falta de anestesistas no HGIP. No encontro da semana passada, o representante do Ipsemg garantiu que já estão sendo contratados novos anestesistas, por meio de convênio, a fim de retomar os procedimentos no início de fevereiro (05/02). A estimativa é de que aproximadamente 7.000 cirurgias estejam pendentes.

Próximas ações

No dia 7/2, membros do CBI irão à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) debater sobre o caos do Ipsemg e exigir providências dos parlamentares do grupo da minoria, cujo presidente é o deputado Gustavo Valadares (PSDB). Já no dia 20/2 será realizado um protesto com a distribuição de informativo aos beneficiários na porta do HGIP. O objetivo é denunciar dos desmandos da atual gestão e pressionar pela saída do presidente Hugo Vocurca.

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