ARTIGO

MITOS: SOLUÇÕES CASEIRAS NO COMBATE DENGUE

sexta-feira, 24/05/19 17:25

As pessoas se seduzem por uma solução aparentemente milagrosa e deixam de dar o devido valor a uma infecção potencialmente fatal, alertam os especialistas. Além disso, esse tipo de automedicação não raro repercute no organismo. Tem circulado nas redes sociais informações equivocadas sobre a indicação do uso de própolis para o combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A Fundação Oswaldo Cruz esclarece que essa informação não tem fundamentação científica! Confira outros mitos que estão sendo difundidos.

Uma das dúvidas frequentes é sobre o inhame. Ele previne contra a dengue? Os especialistas dizem que não. Não há estudo que prove a eficiência do inhame na prevenção da dengue. Por esses tubérculos serem alimentos que contribuem para a melhora da imunidade, muitas pessoas diagnosticadas com a doença estariam ingerindo-os em sucos e chás, sem cozinhá-los. Mas essa estratégia é realmente benéfica para a recuperação de quem foi infectado com o vírus?

Uma bebida com cará ou inhame acaba fazendo um papel de hidratação e alimentação para a pessoa, pois junto com a água há também um pouco de carboidrato e sais minerais. Mas não há comprovação de uma ação direta com o vírus.

Comer alho, cebola ou ingerir vitamina B serve como repelente?  Apesar de ser verdade que o mosquito é atraído de acordo com a respiração e o gás carbônico exalado pela pessoa, a ingestão de vitamina B – alho ou cebola também – (que têm cheiro eliminado pela pele) não é uma medida eficaz de combate à dengue.  O cheiro poderia ser eficaz, mas você precisaria consumir muito desses produtos para que o corpo liberasse o odor no suor. A vitamina B pode até servir como um repelente, mas teria que ser ingerida em altas doses, o que poderia causar malefícios ao organismo, uma vez que o efeito varia de acordo com o metabolismo da pessoa, podendo não repelir o mosquito!

Se você acha que tomando chá de cravo com canela afasta o mosquito, está enganado! O seu aroma não funcionará como um repelente natural. Sabemos que o cravo e a canela possuem ação antifúngica, o que não tem nada a ver com o mosquito da dengue.

Aleitamento materno

Como não há evidência científica que demonstre a transmissão do vírus Zika pelo leite materno, o Ministério da Saúde recomenda que seja mantido o aleitamento materno contínuo até os dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses de vida. O aleitamento materno é a estratégia isolada que mais previne mortes infantis, além de promover a saúde física, mental e psíquica da criança e da mulher que amamenta. Da mesma forma, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos da América, também recomenda a manutenção da amamentação nesta situação.

Faça sua parte, Dengue MATA!

Heloisa Helena

Especialista em Nutrícia Clínica, a área da nutrição que foca na ingestão adequada de alimentos e nutrientes para resistência a doenças. Heloísa também atua na área de nutrição esportiva, voltada para praticantes de atividades físicas.

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