ARTIGO

PERSPECTIVAS DO MERCADO DE TRABALHO

sexta-feira, 22/09/17 18:29

A economia mundial está em profunda transformação no sentido da competitividade, o que vem exigindo de seus gestores políticas próprias para o enfrentamento sobretudo do desemprego. Os países que vêm obtendo sucesso ao aplicar essas políticas veem suas taxas de desemprego cair cerca de 4%, como Alemanha, Japão e México. Estamos no grupo dos menos eficientes, com taxas acima de 10% e mais de 14 milhões de desempregados.

Segundo Troster, economista, doutor pela FEA USP e pós-graduado pela Stonier School of Banking (Filadélfia), quatro variáveis estruturais impactam a questão do emprego: o tratamento dado às inovações; a postura do País ante a globalização; a elasticidade emprego-produto e o crescimento econômico.

A inovação tecnológica, além de destruir empregos em alguns setores, cria-os em outros, sobretudo aqueles de maior exigência tecnológica. Nos Estados Unidos, por exemplo, entre 2010 e 2015, o emprego cresceu 20% no setor de tecnologia.

Os propósitos neoliberais da globalização têm a característica de canalizar investimentos para países com menores custos de produção, que têm economias mais competitivas. O Brasil é o penúltimo em competição na América Latina.

Outra variável importante é a elasticidade emprego-produto, ou seja, quando varia o PIB, em quanto varia o emprego? Isso tem a ver com eficiência no mercado de trabalho, mas também com investimentos naqueles setores intensivos em mão de obra: construção civil e setor público, por exemplo. Estamos longe dessa eficiência e desses investimentos, dada a recessão e o nível de qualificação de nossos trabalhadores.

Finalmente, o exercício pelo Estado de seu papel como indutor do crescimento econômico, necessário para impulsionar o emprego. A recessão que até agora enfrentamos, com seu consequente desbalanceamento das contas públicas, tem impedido o Estado brasileiro de exercer esse papel.

Aqui, a cultura do “subsídio fiscal”, da sonegação tributária e da corrupção frustra, em grande parte, os já parcos esforços nesse sentido. Estamos investindo à taxa de 14% ao ano, quando, para um crescimento de cerca de 4%, essa taxa deveria estar próxima dos 25% ao ano.

Falta-nos para tanto um sistema financeiro moderno e eficiente, que opere com spreads razoáveis, prazos longos e volumes suficientes de recursos para financiar os investidores. No entanto, o tamanho de nossa dívida pública e seu fluxo de rolagem diária captam grande parte da poupança disponível na economia, em um País de rentistas.

Trata-se, como visto, de um quadro grave cuja inversão é urgente, mesmo que as variáveis nele implicadas tenham, em grande parte, características de superação somente a médio e longo prazos.

É preciso começar. Urge um projeto para o País!

José Moreira Magalhães

É economista, com especialização em Planejamento Governamental; consultor em orçamento e finanças; e fiscal de tributos estaduais. Foi diretor de arrecadação, diretor do Tesouro Estadual e Diretor Financeiro do TJMG. Autor do livro "Desvendando as Finanças Públicas".

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