ARTIGO

Sal de Ervas, Marinho ou Light versus Sal de Cozinha

terça-feira, 09/04/19 11:39

O sal de cozinha passa por um processo de refinamento em que é retirada a maioria dos seus minerais, com a exceção de sódio e cloreto, e são acrescentados produtos químicos para sua “limpeza” e branqueamento.

Um dos substitutos do sal de cozinha mais recomendados pelos profissionais de saúde é conhecido como “sal de ervas”. Este consiste em uma mistura de partes iguais de sal, orégano, manjericão, alecrim ou qualquer outra erva aromática seca. A mistura do sal com as ervas auxilia na diminuição da quantidade de sal utilizada nas preparações, podendo ser utilizado em substituição ao sal em pratos quentes e saladas.

Existem ainda outros substitutos, como o Sal Marinho, o Sal Rosa do Himalaia e o Sal Light. O Sal Marinho e o Sal Rosa do Himalaia são produtos mais puros que o sal comum, pois não passam por processos de refinamento, fornecendo quantidade superior de minerais, mas com valores de sódio semelhantes ao Sal. O sal light, por sua vez, é obtido a partir da mistura de 50% de cloreto de sódio e 50% de cloreto de potássio, o que lhe confere menor teor de sódio. Indivíduos com restrição de potássio, como aqueles com doenças renais, devem ficar atentos, pois o consumo desse sal poderá aumentar a ingestão do mineral.

O consumo excessivo de sódio atua como importante fator de risco para diversas doenças crônicas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças renais, síndrome metabólica e câncer gástrico. Segundo a OMS, o consumo adequado de sódio para um indivíduo saudável é de cerca de 2.400 mg ao dia, valor que equivale a 5 g/dia de sal. No entanto, segundo pesquisas, o consumo médio diário do brasileiro é de 11,4 g, ou seja, mais que o dobro da recomendação.

Estudos mostram que, mesmo uma modesta diminuição no consumo de sódio, pode proporcionar benefícios para a saúde. Mas reduzir o consumo não é simples! O mineral não está presente apenas no sal que adicionamos no preparo dos alimentos, mas em conservas, enlatados em salmouras e está presente em grande quantidade dos alimentos industrializados prontos para consumo, inclusive em alimentos doces, como biscoitos recheados e refrigerantes.

Outro fator agravante é a dificuldade em aderir a uma dieta com baixos teores de sódio, que pode ser menos palatável e apresentar alimentos com menor tempo de validade. Neste sentido, algumas estratégias podem ser adotadas, como, por exemplo, a utilização de substitutos do sal.

Uma boa opção para reduzir o consumo de sal é o preparo caseiro do tempero de alho, sal e ervas aromáticas, que podem ser cultivadas em casa. O alho oferece proteção cardiovascular decorrente de suas propriedades antioxidantes e hipocolesterolêmicas. Os temperos “instantâneos”, como temperos prontos de alho e sal e os temperos industrializados para saladas e outros alimentos, não são recomendados por possuírem grandes quantidades de sódio e gorduras, além de outros aditivos (Sazon, Knorr, molhos prontos…).

Resumindo, a regra é NÃO EXAGERAR: seja qual for o substituto do sal escolhido, a dica é consumir em pequenas quantidades para temperar alimentos in natura e minimamente processados!

Heloisa Helena

Especialista em Nutrícia Clínica, a área da nutrição que foca na ingestão adequada de alimentos e nutrientes para resistência a doenças. Heloísa também atua na área de nutrição esportiva, voltada para praticantes de atividades físicas.

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