O cenário político de Brasília esteve agitado na noite de quinta-feira, 4/3/2010. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria de votos (9x1), negou o pedido de Habeas Corpus (HC 102732) do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM, hoje sem-partido). Os ministros que votaram pela legalidade da prisão preventiva (o relator Marco Aurélio, Cármen Lúcia Antunes Rocha, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie, Celso de Mello e Gilmar Mendes) determinaram a continuidade da prisão. O propósito é evitar que haja obstrução da Justiça e manipulação na apuração dos fatos. O único voto divergente veio do ministro Dias Tofolli.
Preso em 11/2/2010, Arruda é acusado de tentativa de suborno a uma testemunha do esquema de corrupção no governo do DF. Ainda nessa quinta, 4, a Câmara Legislativa do Distrito Federal votou, por unanimidade, pela abertura de processo contra Arruda, por crime de responsabilidade (pedido de impeachment). O processo, recomendado pela Comissão Especial, foi decorrente das denúncias da Operação Caixa de Pandora, realizada pela Polícia Federal (PF) em novembro de 2009. Segundo o deputado Cabo Patrício (PT), presidente em exercício da Câmara, a citação contra Arruda será feita com urgência pela Mesa Diretora (o primeiro secretário da Câmara, deputado Batista das Cooperativas (PRP), será o responsável pelo documento). Assim, poderão dar início à contagem dos prazos do processo. Após o recebimento da citação, Arruda terá prazo de 20 dias úteis para apresentar defesa.