ARTIGO

Fragilidade física do idoso e nutrição

quarta-feira, 19/02/20 08:58

A fragilidade física é uma condição clínica que acomete idosos a partir dos 65 anos, devido a uma série de fatores, na maioria das vezes, decorrentes do processo de envelhecimento. O estado que antecede a fragilidade física é denominado pré-fragilidade, e atinge cerca de 50% da população de idosos, principalmente do sexo feminino.

Devemos estar atentos a alguns sintomas frequentemente relatados por idosos com fragilidade, como: Perda de peso involuntária no último ano (igual ou maior a 5%); Sensação de cansaço e fadiga para as atividades diárias; Dificuldade de caminhar e sensação de fraqueza.

Indivíduos com mais de 70 anos são mais suscetíveis à fragilidade física e o diagnóstico precoce é fundamental para reversão do quadro.

É comprovado que exercícios físicos são essenciais para promover o aumento da massa e força muscular de idosos, devendo incluir diferentes modalidades, como treinamento de força muscular e de equilíbrio.

E a alimentação?

Idosos em geral apresentam risco elevado de apresentar desequilíbrio nutricional por diversos fatores :atividade física reduzida, ingestão alimentar excessiva, baixa ingestão proteica (carnes, leite, ovos), interação entre medicamentos e nutrientes, pouco conhecimento sobre alimentos, alteração sensorial, depressão, isolamento social, dentição e saúde bucais deficientes”. Tanto sobrepeso como baixo peso – são considerados como risco nutricional para essa população.

“Alguns estudos indicam que, dentre os idosos frágeis, 45 a 65% apresentam quadro de desnutrição. Esta condição somada à fragilidade pode resultar em sarcopenia, caracterizada por perda de força e de massa muscular acompanhada por redução no desempenho físico”.

Em contrapartida, idosos frágeis podem também apresentar peso normal ou sobrepeso, além de acúmulo de gordura abdominal. A obesidade é considerada uma causa importante de incapacidade física e de complicações e também se associa à fragilidade.

Para se obter melhores benefícios do exercício físico, recomenda-se que o indivíduo siga uma dieta alimentar rica em proteínas. “A avaliação e acompanhamento nutricional destes pacientes são de extrema importância, pois permitem identificar maiores complicações. Além disso, é por meio da avaliação nutricional que o profissional nutricionista avalia a necessidade do uso de suplementos”. A reposição de vitamina D, suplementação de calorias e proteínas e a prática de exercícios físicos são algumas das medidas para o tratamento do idoso.

É necessário suplementar?

No caso específico da fragilidade física em idosos associada à perda de massa muscular, tem sido evidenciada a necessidade de aumentar o consumo de proteínas na dieta, para reduzir a perda muscular. “Porém, na prática, observa-se que idosos tendem a reduzir o consumo de alimentos proteicos (carnes, leites, ovos) por diferentes razões, entre elas, a dificuldade de mastigação ou mesmo a redução no interesse por esses alimentos. Nesses casos, a indicação do suplemento de proteínas pode ser vantajosa, e a quantidade que será prescrita dependerá da ingestão alimentar de cada um”.

Heloisa Helena

Especialista em Nutrícia Clínica, a área da nutrição que foca na ingestão adequada de alimentos e nutrientes para resistência a doenças. Heloísa também atua na área de nutrição esportiva, voltada para praticantes de atividades físicas.

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