NM do SINJUS fortalece protagonismo das mulheres no sindicalismo em encontro da Fenajud
terça-feira, 18/08/26 15:30
Representado pelo Núcleo das Mulheres (NM), o SINJUS-MG participou do II Encontro de Mulheres Dirigentes Sindicais da Fenajud, realizado no sábado, 15 de agosto, em Brasília (DF). A atividade reuniu dirigentes sindicais de mais de 20 estados e do DF para discutir os desafios e as estratégias para ampliar a participação das mulheres nos espaços de representação, poder e decisão.
A presença do SINJUS no encontro dá continuidade à atuação do NM em espaços nacionais de articulação sindical. Em 2025, a experiência do NM foi apresentada no primeiro encontro promovido pela Fenajud, quando suas ações de formação política, escuta e fortalecimento das servidoras foram destacadas como referência de organização feminina no Judiciário.
Neste ano, a diretora de Comunicação e coordenadora do NM, Adriana Teodoro, e a organizadora de eventos, Keli Honorato, participaram dos debates, compartilharam experiências e contribuíram para a construção coletiva de propostas voltadas à ampliação da presença das mulheres no sindicalismo. A participação também reforça o compromisso do Sindicato com a formação política, a organização e o protagonismo das servidoras.


Adriana compartilhou as experiências do NM, destacando as principais ações do Núcleo.
“A edição deste ano ganha relevância diante do calendário eleitoral, que amplia a necessidade de organização e participação política das mulheres na defesa de direitos. Reafirmar a nossa presença nos espaços de decisão não é apenas uma pauta de representação. É parte da construção de um movimento sindical mais democrático, plural e capaz de incorporar as diferentes experiências e demandas da categoria”, afirmou Adriana.
Desafios no sindicalismo
A programação teve início com a mesa “Direitos das mulheres, misoginia e eleições: dos sindicatos à Presidência da República, estratégias para se fortalecer, resistir e avançar”, conduzida pela historiadora Berna Menezes. Durante o debate, foram abordados os obstáculos enfrentados pelas mulheres para ocupar espaços de poder, entre eles a misoginia e a sobrecarga decorrente da chamada tripla jornada, que envolve trabalho profissional, atividades domésticas e responsabilidades junto às categorias.
Nesse sentido, Berna também destacou os desafios enfrentados pelas mulheres sindicalistas, incluindo situações em que sua presença em diretorias é reduzida a uma representação meramente formal. A historiadora ressaltou ainda a trajetória da participação política feminina no Brasil e a importância da organização das mulheres para ampliar sua presença nos espaços de decisão.
O momento também abriu espaço para que as dirigentes compartilhassem experiências e dificuldades vivenciadas na condução das entidades sindicais, fortalecendo a troca entre mulheres de diferentes regiões do país.
A palavra como instrumento de luta
A segunda mesa, “Mulheres e a palavra: a escrita como instrumento de luta”, foi conduzida pela tradutora, revisora e escritora Taty Guedes. A atividade propôs uma reflexão sobre o papel da escrita e da comunicação como ferramentas de expressão, resistência e transformação.
Após o debate, as participantes foram convidadas a produzir textos e compartilhar histórias reais e fictícias, que abordaram experiências relacionadas à luta cotidiana das mulheres pela preservação de seus espaços, de suas vivências e de sua voz. A dinâmica evidenciou a importância da comunicação para o movimento sindical, especialmente na construção de narrativas capazes de dar visibilidade às pautas e experiências das mulheres.
Construção coletiva de propostas
A programação seguiu com a Plenária, espaço para troca de experiências e identificação coletiva dos principais desafios para a participação feminina no movimento sindical do Judiciário brasileiro. A partir das discussões, as dirigentes trabalharam na construção de propostas e estratégias para fortalecer a atuação das mulheres nas entidades.
Entre os encaminhamentos aprovados, estão o incentivo à participação de mais mulheres nas diretorias executivas dos sindicatos, a construção de campanhas de comunicação específicas para fortalecer a presença feminina no movimento sindical, bem como a definição de uma data fixa para a realização dos próximos encontros.
Desde sua criação, em 2020, o NM atua como espaço de fala, escuta, formação e fortalecimento das servidoras. Por isso, a participação do SINJUS reforça a importância de levar a experiência construída pelo Núcleo das Mulheres para além de Minas Gerais, permitindo também que o Sindicato incorpore novas estratégias e experiências de organizações de todo o país.
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