No Dia do Servidor, categoria ocupa a entrada do TJMG em protesto contra a Cultura do Atraso no TJMG
quarta-feira, 28/10/26 19:31
Nesta quarta-feira, dia 28 de outubro, centenas de servidoras e servidores foram para a entrada do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) protestar contra os direitos atrasados e o descaso da atual gestão. A data, que deveria ser de valorização e comemoração, ganhou contornos de Halloween diante da postura da Presidência do Tribunal. Contudo, a categoria se mobilizou e fez da data um dia de luta contra a Cultura do Atraso.
O ato convocado pelo SINJUS-MG e pelo SERJUSMIG começou por volta das 13 horas e reuniu colegas da 2ª e da 1ª instâncias com camisas de luta, cartazes e faixas, em meio a palavras de ordem que expressavam a indignação da categoria. Com os lemas “Chega de Cultura do Atraso” e “TJ, cadê o meu dinheiro?”, os participantes denunciaram a demora no cumprimento de direitos e cobraram providências concretas do presidente do TJMG, desembargador Vicente de Oliveira Silva.


Felipe Rodrigues listou a série de direitos em atraso
Durante o protesto, dirigentes sindicais denunciaram a postura de descaso da Administração diante das demandas apresentadas pelas entidades na Mesa de negociações. Em seu discurso, o coordenador-geral do SINJUS-MG, Felipe Rodrigues, destacou que os Sindicatos sempre buscaram o diálogo, mas que a insistência em postergar direitos e a recusa em apresentar argumentos técnicos demonstram a disposição da Administração do TJMG de tentar se eximir de suas responsabilidades.
“A categoria está unida, organizada e disposta a intensificar a luta caso a Presidência do TJMG não mude sua postura. O recado do ato foi direto: as servidoras e os servidores não aceitarão mais obstáculos nas negociações nem atrasos no cumprimento dos direitos. O SINJUS seguirá cobrando respeito, transparência e resultados concretos. E, se for necessário, vamos partir para novos atos, protestos e paralisações”, ressalta Felipe Rodrigues.
Entre as pautas que motivaram a mobilização estão as relativas às Datas-Bases, aos retroativos das Promoções Verticais e Horizontais, à regulamentação da opção pela Jornada de 8h, ao acréscimo do Auxílio-Saúde para servidores com deficiência, à extensão da campanha de vacinação para os aposentados e pensionistas, entre outras reivindicações.


Alexandre Pires cobrou seriedade da Administração
A insatisfação tem crescido ainda mais devido à falta de qualquer perspectiva sobre quando os valores devidos serão efetivamente pagos e quando a pauta que está em negociação será destravada pelo TJ.
“O reconhecimento às servidoras e aos servidores precisa se traduzir em medidas concretas, e não ficar apenas no discurso, em nota publicada no site ou em lanche organizado em data comemorativa. O que realmente está assustando é a naturalidade com que a Presidência vem impondo prejuízos à categoria. É justamente essa postura que o servidor não tolera mais”, complementa o diretor administrativo do SINJUS, Alexandre Pires.
Uma gestão de terror


“O sentimento da categoria é de tristeza e, principalmente, indignação, mas eu acho que a categoria está atenta, está acordando e está entendendo que é preciso participar. Vai ter que partir da gente. Temos que ir atrás do que é nosso direito, porque, infelizmente, se depender desta gestão, não vai ter nada com facilidade”, reforçou a servidora Carolina Meirelles.


Mas, se a Presidência aposta no terror, a categoria aposta na luta. A forte mobilização mostrou que toda ação tem uma reação.
“A gestão está no começo, mas já está mostrando que não tem disposição de cumprir com os direitos dos servidores. Então, temos que vir aqui, participar e cobrar”, afirma o servidor Paulo Neto.
Por isso, quem marcou presença no ato entoou em alto e bom som que agora é “direitos em dia ou protestos todo dia”, deixando claro que enfrentarão a gestão de terror com muita disposição para restabelecer a isonomia e a justiça dentro do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
A mobilização vai continuar
Para o SINJUS, valorizar quem sustenta o funcionamento do Judiciário exige respeito, diálogo efetivo e responsabilidade no cumprimento das obrigações por parte da Administração. Portanto, o Sindicato seguirá mobilizando a base e, caso a gestão do presidente Vicente de Oliveira Silva não reveja sua postura e não apresente respostas concretas, novas convocações serão feitas para ampliar a pressão. Acompanhe as nossas mídias e fique atento aos desdobramentos dessa batalha em favor dos seus direitos.
SÓ A LUTA TE GARANTE!



