2º turno no Senado

REFORMA ELEITORAL É APROVADA SEM VOLTA DAS COLIGAÇÕES

quinta-feira, 23/09/21 14:06 Presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), homem de pele clara e olhos e cabelos castanhos, e o secretário-geral da Mesa do Senado Federal, Gustavo A. Sabóia Vieira, homem de pele clara e cabelo preto. Ambos estão com máscaras e ternos pretos, camisas brancas e gravatas vermelhas.

O Senado aprovou nesta quarta-feira, 22 de setembro, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da reforma eleitoral. O texto foi aprovado por 70 votos a 3, em primeiro turno, e por 66 votos a 3, em segundo turno. A PEC tem origem na Câmara, onde foi aprovada no mês passado, com a previsão da volta das coligações partidárias nas eleições proporcionais (para escolha de vereadores e deputados). No Senado, esse ponto foi rejeitado.

Após a votação, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), destacou a rejeição das coligações. “Havia já essa tendência de fazer prevalecer e permanecer a regra prevista em 2017 naquela minirreforma eleitoral. Portanto, é uma decisão do Senado. Nós nos comprometemos a apreciar essa matéria ainda no mês do setembro, em respeito à Câmara dos Deputados. Era um compromisso que eu tinha com o presidente Arthur Lira. Houve essa apreciação, aprovados alguns institutos que foram lá decididos, e a coligação acabou sendo rejeitada pelo plenário do Senado”, declarou Pacheco.

O senador disse ainda que vai definir a data da promulgação da PEC pelo Congresso “em tempo hábil”.

A formação de coligações permite a união de partidos — muitas vezes sem a mesma ideologia partidária — em um único bloco para a disputa das eleições proporcionais (deputados e vereadores). O mecanismo favorece os chamados “partidos de aluguel”, que tendem a negociar apoios na base do “toma-lá-dá-cá”. Segundo especialistas, as coligações também possibilitam que candidatos com votação expressiva contribuam para a eleição de integrantes de siglas coligadas que receberam poucos votos.

O trecho que previa o retorno das coligações foi retirado pelos senadores após sugestão da relatora, a senadora Simone Tebet (MDB-MS).

A vedação das coligações, aprovada em 2017 pelo Congresso, passou a valer somente em 2020, na eleição para vereadores. Portanto, a regra ainda não foi aplicada em eleição de deputados.

A proposta aprovada pelo Senado mantém a mudança na data da posse de governadores e presidente a partir de 2026 e o “peso dois” aos votos dados a mulheres e negros para a Câmara dos Deputados. O peso dois será usado para o cálculo de distribuição dos fundos partidário e eleitoral às siglas até 2030.

Ao propor a derrubada do dispositivo que permitia a volta das coligações, Tebet apresentou três argumentos principais:

  • Distorção do sistema proporcional: para a senadora, a coligação distorce “sistematicamente” a proporcionalidade dos representantes do povo no Legislativo, “uma vez que partidos menores, coligados, podem, mediante concentração de votos, eleger deputados com auxílio dos votos conferidos aos partidos maiores”
  • Fragmentação partidária: segundo Tebet, ao levar para o Legislativo parlamentares que não seriam eleitos sem a coligação, o modelo seria um dos “grandes mecanismos” da proliferação dos partidos. A consequência da regra seria, então, o aumento no número de siglas e a dificuldade dos executivos construírem suas bases de apoio parlamentar
  • Deturpação da intenção do eleitor: a relatora apontou que a coligação permite, por exemplo, que votos dados a um partido de esquerda possam ser computados a outro partido, a ele coligado, de direita, e vice-versa. Para ela, isso causa uma “distorção sistemática de um percentual variável dos votos”, o que seria inconstitucional.

Ainda segundo Simone Tebet, Casas legislativas fragmentadas podem ser “prejudiciais ao bom funcionamento do sistema democrático” no presidencialismo.

“Muitos partidos implicam em muitos acordos, num investimento maior, portanto, de tempo e recursos políticos para construir e manter coalizões governamentais. O resultado pode ser paralisia decisória, descontentamento dos eleitores, perda de legitimidade dos governos”, argumentou Tebet.

O que foi mantido

O texto aprovado, por outro lado, deu aval para os seguintes pontos que foram propostos e aprovados pela Câmara:

  • Mulheres e negros: a PEC prevê peso dois aos votos dados a mulheres e negros para a Câmara dos Deputados. O peso dois será aplicado no cálculo de distribuição dos fundos partidário e eleitoral, entre 2022 e 2030. Pelas regras atuais, servem como base para o cálculo de divisão de recursos dos fundos partidário e eleitoral os votos recebidos pelos partidos nas eleições para a Câmara dos Deputados — ou seja, legendas com melhores desempenhos nas eleições recebem mais verbas. Pela PEC, entre 2022 e 2030, votos em mulheres e negros serão computados em dobro, para fins do cálculo que define os valores a que cada legenda tem direito. “Parece ser um mecanismo eficiente para estimular os partidos a incluírem nas listas de candidatos nomes competitivos de mulheres e de negros”, disse Simone Tebet.
  • Sanção a partidos incorporados: pelo texto, o partido que incorpora outras siglas não será responsabilizado pelas punições aplicadas aos órgãos partidários regionais e municipais e aos antigos dirigentes do partido incorporado, inclusive as relativas à prestação de contas.
  • Data da posse: por acordo de senadores, a relatora acolheu uma mudança já prevista pelos deputados, que altera a data da posse de governadores (passa a ser 6 de janeiro) e do presidente (passa a ser 5 de janeiro). Hoje, as posses são sempre no primeiro dia de janeiro. A mudança, porém, só valerá a partir de 2026.
  • Fidelidade partidária: se o partido concordar com a saída de um deputado ou vereador, o parlamentar não será punido por mudar de sigla. Hoje, vereadores e deputados só podem mudar de partido sem perder o mandato em casos específicos. A relatora, porém, defende que lei ordinária regulamente a questão – para, por exemplo, definir se a regra vale apenas para a anuência de partidos nacionais ou, também, de diretórios regionais.
  • Plebiscito municipal: os plebiscitos propostos pelas câmaras dos vereadores serão realizados no mesmo período das eleições municipais. As consultas populares devem ser encaminhadas à Justiça Eleitoral até 90 dias antes do pleito.
  • Data da posse: por acordo de senadores, a relatora acolheu uma mudança já prevista pelos deputados, que altera a data da posse de governadores (passa a ser 6 de janeiro) e do presidente (passa a ser 5 de janeiro). Atualmente, as posses são sempre no primeiro dia de janeiro. A mudança, porém, só valerá a partir da eleição de 2026.

O que mais foi rejeitado

Além das coligações, o Senado decidiu rejeitar outros pontos da proposta que veio da Câmara, entre eles:

  • Projetos de iniciativa popular: os deputados aprovaram a possibilidade de tramitação de projetos de lei protocolados por eleitores quando houver, no mínimo, 100 mil assinaturas. A senadora Simone Tebet, porém, considerou a quantidade de signatários baixa, uma vez que, hoje, a Constituição exige apoio de, pelo menos, 1% do eleitorado nacional para a tramitação de proposta – isto é, cerca de 1,5 milhão de assinaturas.
  • Anualidade nas decisões judiciais: o texto aprovado pela Câmara exigia que decisões jurisdicionais ou administrativas do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionadas ao processo eleitoral fossem tomadas um ano antes para que valessem para o pleito seguinte. Hoje, esse princípio da anualidade vale para alterações feitas pelo Congresso.Fonte: Portal G1

Últimas notícias

ver mais
Imagem acessível: A imagem divulga o próximo passeio do NAP. A foto ao fundo mostra a fachada do destino: "Quinta de Glaura", com o muro com construção em tijolo e pedra, e telhado cerâmico sob céu azul. Em primeiro plano aparecem uma garrafa de vinho e um copo de cerveja artesanal sendo servidos. No topo lê-se em destaque “Vinícola Quinta de Glaura: Deguste vinhos finos e cervejas artesanais!”. Ao centro está a data “21 de junho, domingo” e na parte inferior o texto informa “Vagas limitadas, inscreva-se pelo formulário” junto ao logotipo do SINJUS MG. Participe Vinhos finos e cervejas artesanais te esperam no próximo passeio do NAP quinta-feira, 30/04/26 15:04 Que tal vivenciar uma experiência única, degustando o primeiro vinho fino produzido em Ouro ...
Grande grupo de pessoas reunidas em uma sala de eventos. O grupo é composto por homens e mulheres de diferentes idades e tons de pele, todos posicionados próximos uns dos outros e sorrindo para a câmera, transmitindo um clima de celebração e integração. Na frente, algumas pessoas estão ajoelhadas ou levemente inclinadas, segurando cheques simbólicos de grande tamanho, com valores e textos impressos. SAÚDE EM PAUTA SINJUS PATROCINA PROJETO E ENTREGA PRÊMIOS A SERVIDORES DO TJM QUE ADOTARAM ROTINA DE EXERCÍCIOS quarta-feira, 29/04/26 18:54 O SINJUS-MG reafirmou, mais uma vez, seu compromisso com a saúde e o bem-estar ...
Imagem Acessível: Registro de uma sessão de cinema. Em frente à tela de projeção, estão quatro pessoas. À direita está o presidente do TJMG, Luiz Carlos Corrêa Junior, um homem de meia-idade, com pele clara, usando terno azul e gravata listrada, segura um microfone e fala ao público, com expressão segura e comunicativa. Ao centro, está Alex Aguiar, diretor de Finanças do SINUJUS-MG e coordenador do Núcleo da Pessoa com Deficiência do Sindicato. Ele também aparenta ter meia-idade, tem pele morena e cabelos curtos grisalhos, veste terno escuro e observa o orador com um leve sorriso. À esquerda, está a desembargadora Ana Conceição Barbuda Ferreira do Tribunal da Justiça da Bahia, uma mulher de pele clara, com cabelos curtos e usa óculos. Ela usa um vestido laranja e segura uma bolsa clara, sorrindo. Ao lado dela, está Wagner Ferreira, vereador de BH e diretor de Formação Política e Sindical do SINJUS, ele é um homem negro, tem os cabelos grisalhos e veste um terno escuro. Ele também demonstra atenção à fala do presidente do TJMG. Na parte inferior da imagem, vê-se o público sentado em poltronas vermelhas, assistindo à apresentação. Na tela ao fundo, aparece um texto projetado, parcialmente legível: “Aguarde, a sessão já vai começar”, junto à palavra “EXISTO”. Conteúdo textual: EXISTO - SINJUS lança documentário sobre luta das pessoas com deficiência. “EXISTO” SINJUS lança documentário sobre luta das pessoas com deficiência terça-feira, 28/04/26 18:16 Fotos: Victor Ataíde O Núcleo da Pessoa com Deficiência (NPD) do SINJUS-MG lançou, na ...

Convênios

ver mais
Eleve-se | Estética e Bem-Estar Clínicas de Estética Boa Viagem . Belo Horizonte (31) 97140-1060 20% ver mais
Plenna Harmonização Clínicas de Estética Santo Agostinho . Belo Horizonte (31) 98829-9140 / 3564-6909 plenna.net.br 15% ver mais
Évora Home Care Clínicas - Especialidades Médicas Santa Tereza . Belo Horizonte (31) 3656-2296 (31) 97542-9919 http://www.evorahomecare.com.br/ 30% ver mais
Seu Rico Dinheiro Consultoria financeira Santa Lúcia . Belo Horizonte (31) 99776-6144 instagram.com/seuricodinheiro Até 100% ver mais
Top Fale conosco