PARLAMENTARES E ENTIDADES REAGEM À REFORMA ADMINISTRATIVA EM AUDIÊNCIA COM MINISTRA: “PEC 32 NÃO VOLTARÁ”
sexta-feira, 11/07/25 17:57
A Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados (Fenajud) marcou presença na audiência pública realizada nesta quarta-feira (9), na Câmara dos Deputados, com a participação da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck. A entidade foi representada pelos coordenadores-gerais Alexandre Santos e Eduardo Couto, que acompanharam atentamente os debates promovidos pelo Grupo de Trabalho (GT) sobre a Reforma Administrativa.
Durante a audiência, a ministra Esther Dweck apresentou um balanço das 38 medidas já adotadas pelo governo desde 2023 para modernizar a administração pública. Também destacou ações em andamento dentro da chamada Transformação do Estado, defendendo uma reforma construída com diálogo e respeito aos atuais servidores. Dweck alertou ainda para a previsão de redução gradual no quadro de pessoal: dos cerca de 180 mil servidores que devem se aposentar em 10 anos, menos de um terço será substituído. Em sua fala, a ministra ainda pontuou que a transição deve ser construída em parceria com as entidades representativas dos servidores e com o Congresso Nacional, de modo a evitar soluções que levem à precarização do serviço público.
A audiência contou com participação massiva de representantes de servidores de diferentes categorias, e foi marcada por discursos enfáticos em defesa do serviço público. Parlamentares rechaçaram propostas que remetam à PEC 32, apresentada no governo anterior, e que ameaçava direitos, enfraquecia o Estado e abria espaço para a precarização dos serviços públicos. A expectativa unânime entre representantes da sociedade civil e de categorias do funcionalismo é de que qualquer nova proposta valorize o papel fundamental das servidoras e servidores públicos para o funcionamento do Estado e para a garantia de direitos à população.
Eduardo Couto diz que “O deputado Pedro Paulo, que coordena os trabalhos, tem repetido que essa proposta de reforma administrativa não será fiscalista. Segundo ele, não se debaterá o tamanho do Estado, tampouco haverá retirada de direitos dos servidores. Mas precisamos manter a vigilância, porque isso seria algo inédito neste século. Todas as reformas que chegam à Câmara dos Deputados, sem exceção, vêm carregadas de propostas para reduzir o Estado, privatizar serviços públicos, retirar direitos dos trabalhadores e atacar a estabilidade, que é justamente o calo no sapato do político
Seminário
A participação da ministra ocorre um dia depois do Seminário ‘A Reforma Administrativa’, que reuniu servidoras, servidores, especialistas e parlamentares para defender o serviço público e é parte da série de debates e manifestações públicas que vêm se intensificando nas últimas semanas, no contexto da atuação do Grupo de Trabalho da Câmara dos Deputados sobre a reforma administrativa.
Fonte: Fenajud