DATA-BASE

INFLAÇÃO BATE RECORDE E REDUZ PODER DE COMPRA DO SERVIDOR

terça-feira, 14/09/21 16:58 Nota de 50 reais queimando sinalizando a perda inflacionária

Foto: Pexels

A falta de um plano estruturado de ampliação dos investimentos, os gargalos provocados pela deterioração do Real no mercado internacional e o risco de apagão energético são apenas alguns dos elementos que estão alimentando a escalada de preços no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos últimos 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) já acumula 9,68%. Essa situação agrava ainda mais a perda salarial dos servidores do Judiciário mineiro, que estão com duas Datas-Bases atrasadas. Por isso, o assunto será tratado com prioridade pelo SINJUS-MG na reunião desta quarta-feira, dia 15 de setembro, com a Administração do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

No mercado, já há agentes econômicos prevendo que o Brasil voltará a ter uma inflação de dois dígitos neste ano. A perspectiva está fundamentada na incapacidade do governo de atrair investimentos e gerar empregos e na reconhecida capacidade de gerar crises que colocam em xeque a estabilidade do País. De janeiro a agosto, o IPCA já está em 5,67%, enquanto a meta que havia sido definida pelo Banco Central para todo o ano de 2021 era de 3,75%.

Além da perda do poder de compra, perceptiva para quem vai ao supermercado, ao posto de gasolina ou à farmácia, o sistema vigente no Brasil também é perverso por favorecer os governos à medida que a inflação aumenta. Isso acontece porque a maior parte da carga tributária no Brasil incide sobre o consumo, sobre o preço final dos produtos.

Assim, quanto mais caro fica o pão, a gasolina e o remédio, maior é a arrecadação do governo. É isso que justifica a arrecadação recorde da União no mês de julho, de R$ 171,27 bilhões. O valor para o mês da série histórica iniciada em 1995.

“A falta de planos que busquem o desenvolvimento do Brasil está cobrando o preço agora. Nos últimos anos, os governos implementaram várias medidas de arrocho e precarização do trabalho e da renda. Agora, com desemprego afetando mais de 14,4 milhões de brasileiros, com o crescimento do Brasil limitado devido à escassez de energia e a inflação galopante, quem sofre são os trabalhadores e os servidores públicos, que estão sem a recomposição salarial”, afirma o coordenador-geral do SINJUS, Alexandre Pires.

Salário corroído pela inflação no Judiciário mineiro

Com o resultado do IPCA de agosto, as perdas das servidoras e dos servidores do TJMG desde 2014, quando algumas Datas-Bases deixaram de cobrir o todo o percentual da inflação, como determina a Lei 18.909/2010, é de 18,24%. Praticamente um quinto do vencimento.

“A retomada de diálogo com o TJMG está sendo positiva e com resultados em importantes demandas, mas a Data-Base sempre será destaque na pauta. Como o Tribunal já aprovou o seu orçamento para 2022 no Órgão Especial, esperamos que negociações acerca dos índices de revisão geral anual possam avançar agora”, diz Alexandre Pires.

A reunião entre os sindicatos representantes dos servidores e a Administração do TJMG será nesta quarta-feira, dia 15 de setembro. Acompanhe as mídias do SINJUS para ficar informado sobre os assuntos de seu interesse.

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