Enquanto o Brasil disputava Copas, o SINJUS colecionava vitórias para a categoria
sexta-feira, 05/06/26 06:35
O Sindicato dos Servidores da Justiça de 2ª Instância do Estado de Minas Gerais (SINJUS-MG) completa, neste dia 5 de junho, 37 anos de uma história escrita com mobilização, resistência e conquistas coletivas. Fundado em 1989, na esteira da redemocratização e da promulgação da Constituição Federal de 1988, o Sindicato nasceu da necessidade de organizar e representar os servidores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e, posteriormente, do Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais (TJMMG). Ao longo de quase quatro décadas, o SINJUS consolidou-se como referência de organização sindical nos âmbitos estadual e nacional.
Os primeiros anos e as primeiras vitórias
A história do SINJUS tem seu marco inicial no dia 5 de junho de 1989, quando foi criada a Associação dos Servidores dos Tribunais de Justiça e Alçada do Estado de Minas Gerais. Já em 1990, ano em que o Brasil disputava a Copa do Mundo na Itália, o Sindicato, com apenas um ano de existência, conquistava sua primeira grande vitória: o reajuste salarial dos servidores do Judiciário mineiro. A conquista foi resultado direto de mobilização intensa e de uma assembleia histórica que pressionou a Administração do Tribunal.
A partir daí, o Sindicato só se fortaleceu. A exemplo da seleção canarinho, uma equipe organizada e eficaz que levantou a taça em 1994, o SINJUS se estruturou, ampliou sua sede, passou a representar também os colegas do Tribunal de Justiça Militar, firmou o primeiro convênio com a Unimed para os filiados e conquistou o vale-lanche no TJMG e no extinto Tribunal de Alçada.
Em 1998, ano do vice-campeonato mundial marcado pela convulsão do atacante Ronaldo às vésperas da final, o SINJUS também vivia um período de desafios que exigiram a união e o entrosamento da categoria. Foi um tempo de protestos contra a Reforma da Previdência e batalhas por valorização junto ao Tribunal de Justiça.
Plano de Carreiras, greves históricas e a Lei da Data-Base
A época das eliminatórias e da Copa do Mundo de 2002 foi marcada por disputas que exigiram estratégia, tática aplicada e habilidade tanto por parte da Seleção Brasileira quanto das servidoras e dos servidores do Judiciário mineiro. Mesmo com a sanção da Lei 13.467/2000, que criou o Plano de Carreiras, essa luta foi para a prorrogação. Isso porque a regulamentação só ocorreu após muita pressão e da realização de uma vigília em 2001, quando servidores montaram a “TendAção” na porta do TJMG com mais de 300 participantes revezando dia e noite até que a resolução fosse publicada. E, em 2002, a batalha seguiu na defesa da Promoção Vertical com a campanha “Plano… sem Promoção não tem Carreira”.
Em 2006, enquanto o Brasil tentava o hexa nos gramados germânicos, os dirigentes do SINJUS vestiram a camisa da campanha “Nepotismo, nunca mais!”, lançada em paralelo à criação da Frente Mineira contra o Nepotismo. Também foi nesse ano que o Sindicato criou o Núcleo de Aposentados e Pensionistas (NAP).
Quatro anos depois, em 2010, enquanto o Brasil buscava mais uma estrela no mundial disputado na África do Sul, o SINJUS garantiu uma conquista histórica: a sanção da Lei da Data-Base (Lei nº 18.909/10). Na mesma disputa, o Sindicato também emplacou um reajuste de 10,14% nos salários e a implementação do Adicional de Desempenho (ADE).
Fortalecimento institucional e ampliação de direitos
Em 2014, o Brasil vivia a euforia de novamente sediar uma Copa do Mundo, mas, mesmo diante de todo esse clima, as guerreiras e os guerreiros do Judiciário mineiro não baixaram a guarda, tampouco ficaram na retranca. Após o então presidente do Tribunal interromper o diálogo e ameaçar direitos historicamente adquiridos, a categoria promoveu uma greve de advertência deflagrada em um período atípico, na segunda quinzena de dezembro.
Em 2018, enquanto o futebol brasileiro buscava apagar o trauma de 2014, o SINJUS ampliava direitos e a sua representatividade. Foi nesse ano que a categoria fez aprovar a lei do Auxílio-Saúde e Transporte, além da Data-Base 2017. O Sindicato também se fez ouvir na defesa do Ipsemg e incorporou mais repertório técnico ao criar o Núcleo da Pessoa com Deficiência (NPD). Desde então, foram várias ações, eventos, pautas reivindicatórias e conquistas em favor das servidoras e dos servidores, das cidadãs e dos cidadãos com deficiência.
Na Copa do Catar, em 2022, o Brasil saía sem o hexacampeonato, mas o SINJUS avançava mesmo depois do período da pandemia, que exigiu do Sindicato e de seus diretores uma nova forma de atuação no jogo sindical.
Ao longo daquele ano, o ataque do SINJUS garantiu a aprovação das Datas-Bases de 2020, 2021 e 2022, reajustes no Vale-Lanche e nos Auxílios-Saúde e Transporte, mais recursos para a Promoção Vertical e a nomeação de mais aprovados no concurso de 2017. Já a linha defensiva do Sindicato reverteu os efeitos da Lei Complementar 173/2020, que havia congelado a contagem de tempo de 28 de maio de 2020 a 31 de dezembro de 2021 para quinquênios, trintenário e férias-prêmio, além de conseguir barrar a proposta de Regime de Recuperação Fiscal na Assembleia. Por fim, um dos nossos jogadores, Wagner Ferreira, foi convocado pelos eleitores de Belo Horizonte para assumir uma cadeira de vereador na Câmara Municipal.
Time entrosado e escalado
Agora, em 2026, enquanto o planeta acompanha mais uma Copa do Mundo, o SINJUS completa 37 anos com um time que conta com a experiência dos veteranos e com a vitalidade dos novos sindicalistas.
Assim como acontece com as seleções campeãs, o segredo da vitória está no jogo coletivo, por isso, o esquadrão formado por milhares de servidoras e servidores do Judiciário certamente seguirá em campo em busca da ampliação dos direitos, da melhoria das condições de trabalho e da construção de um Judiciário mais democrático, inclusivo e eficiente.
SÓ A LUTA TE GARANTE!



