QUALIDADE DE VIDA

FÓRUM PERMANENTE DO SINJUS DEBATE JORNADA DE 8 HORAS E SAÚDE NO TRABALHO

quarta-feira, 12/11/25 11:45 Um homem (Tarciso Palma) fala ao microfone em uma sala de palestras diante de um telão com apresentação. Há algumas pessoas sentadas assistindo. Conteúdo textual: Qualidade de vida - Fórum Permanente do SINJUS debate jornada de 8 horas e saúde no trabalho.

O SINJUS-MG realizou, na terça-feira, dia 11 de novembro, o primeiro encontro do Fórum Permanente de Debates sobre a opção pela jornada de 8 horas no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O evento reuniu servidoras, servidores e contou com a presença do doutor em Saúde Coletiva Tarciso Palma, que analisou como as condições laborais e o aumento da carga horária podem influenciar diretamente o adoecimento dos trabalhadores.

Abrindo o evento, o diretor de Assuntos Jurídicos do SINJUS, Felipe Rodrigues, apresentou o convidado e destacou o objetivo do projeto. O dirigente explicou que o Fórum Permanente de Debates é uma iniciativa que surgiu a partir dos encaminhamentos do 13º CONSINJUS, com a proposta de construir uma luta democrática e participativa, que represente de forma ampla os interesses da categoria junto ao Tribunal. 

Fatores de risco

Durante o debate, o doutor em Saúde Coletiva destacou que o adoecimento mental no serviço público é um fenômeno multifatorial, mas que a carga horária e o modelo de gestão do trabalho têm papel central nesse processo. 

Entre os principais fatores de risco apontados durante o encontro estão o assédio moral e sexual, o clima organizacional tóxico, a sobrecarga de trabalho e a dificuldade de conciliação entre a vida pessoal e a profissional. Esses elementos, quando combinados, podem levar a problemas comportamentais, psicológicos e físicos, como isolamento, agressividade, depressão, ansiedade, insônia e até doenças cardiovasculares.

Segundo Tarciso, a fragilização da saúde mental decorrente das condições de trabalho é, muitas vezes, interpretada como se cada caso fosse isolado. Essa lógica da individualização do sofrimento psíquico acaba por culpabilizar e responsabilizar o trabalhador por seu adoecimento, ocultando as causas coletivas e estruturais que estão na base do problema. 

Organização sindical

Em sua fala, Tarciso ainda reforçou a importância de que esse assunto seja discutido pela categoria, como forma de fortalecimento coletivo. 

“Quando o trabalhador compreende que o adoecimento decorre também da forma como o trabalho é organizado, ele passa a ser um agente ativo da mudança. Trazer essa discussão para dentro do Sindicato é essencial. É um convite para que o servidor se veja como sujeito coletivo, e não apenas como um indivíduo isolado em meio às pressões cotidianas”, pontuou.

Tarciso ainda ressaltou que uma das principais estratégias para proteger a saúde mental dos servidores é fortalecer os vínculos coletivos entre a categoria. Isso porque um grupo coeso e unificado pode garantir resistência e capacidade de articulação que impedem a fragilização das categorias. 

O palestrante ainda alertou que a precarização da saúde mental dos trabalhadores pode ser utilizada como ferramenta política, abrindo caminho para retrocessos como o projeto de Reforma Administrativa, que institucionaliza padrões de trabalho que promovem o adoecimento dos servidores.

Além disso, Tarciso construiu um formulário de pesquisa voltado às servidoras e aos servidores do Judiciário mineiro, desenvolvido para identificar os principais fatores de risco psicossocial no ambiente de trabalho. A participação é anônima e vai subsidiar futuras ações do SINJUS em defesa da saúde e do bem-estar da categoria.  Clique aqui e contribua com essa construção coletiva!

Grupo de Trabalho 

Após a conclusão do debate, Felipe Rodrigues também aproveitou o espaço de diálogo para dar informes importantes sobre o Grupo de Trabalho que discute a implementação da jornada de 8 horas no TJMG. O dirigente detalhou os avanços nas negociações conquistados na última reunião junto à Administração do Tribunal. Clique aqui e veja os detalhes. 

“O debate sobre a jornada de 8 horas também é uma pauta de saúde, de qualidade de vida e de valorização do trabalho. Por isso, além da luta no Tribunal, o SINJUS também está promovendo espaços permanentes de escuta, diálogo e formulação coletiva de propostas que defendam a dignidade das servidoras e dos servidores”, enfatizou Felipe.

O Fórum Permanente de Debates sobre a Jornada de 8 Horas seguirá com novos encontros e temáticas complementares. Para ficar por dentro, fique atento às nossas mídias sociais e ao nosso canal no WhatsApp!

SINDICATO É PRA LUTAR! 

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