CONGRESSO NACIONAL

DELEGADOS DO SINJUS PARTICIPAM DE DEBATES DO CONSEJU DA FENAJUD

sexta-feira, 10/12/21 18:45 #ImagemAcessível Na frente de um painel com logos da Fenajud e do 12º Congresso Nacional dos Servidores do Judiciário (Conseju) estão posados lado a lado membros da Diretoria Colegiada do SINJUS-MG. Compõem a delegação e estão na foto: Alexandre Pires, Wagner Ferreira, Felipe Rodrigues, Cristiane Sampaio, Adriana Teodoro, Jonas Pinheiro, Alex Aguiar, Janaína Torres, Patrícia de Oliveira, Daniel Rocha e Flávia Silveira.

Centenas de delegadas e delegados eleitos por dezenove sindicatos filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados (Fenajud) estão reunidos em Fortaleza (CE), para debater a linha política que a entidade deverá seguir nos próximos dois anos e meio. O SINJUS-MG, que responde pela Coordenação de Assuntos Jurídicos da Fenajud, está participando das discussões que têm como tema: “Sistema de Justiça, Democracia e Direitos dos Grupos Vulneráveis”.

Essa segunda etapa do 12º Congresso Nacional dos Servidores do Judiciário (Conseju) teve início no dia 8 de dezembro e se encerra nesta sexta-feira, dia 10 de dezembro. A primeira parte do encontro nacional, na qual foi realizada a eleição da Diretoria Colegiada e do Conselho Fiscal, aconteceu de modo virtual, devido à pandemia da Covid-19, no dia 8 de junho de 2021.

Segundo o coordenador-geral do SINJUS e coordenador de Assuntos Jurídicos da Fenajud, Alexandre Pires, o encontro é importante porque reúne lideranças sindicais do Judiciário brasileiro para discutir problemas sociais e também lutas em comum.

“Além de buscarmos meios para levar a Justiça aos estratos mais vulneráveis da sociedade, o Conseju também é um espaço de interlocução e mobilização em torno de lutas que afetam as servidoras e os servidores do Judiciário. Nos últimos anos, temos sido alvo de constantes ataques por parte dos governos, como, por exemplo, a Reforma da Previdência e a Reforma Administrativa. Esse contato direto possibilita a formulação de estratégias para defender o funcionalismo e o serviço público”, destaca Alexandre Pires.

Nesta edição, além da delegação do SINJUS, estão presentes delegados ligados às seguintes entidades: Sindijudiciário/Espirito Santo; Sindijus/Sergipe ; Sindijus/Paraná; Sindijus/Mato Grosso Do Sul; Serjusmig/Minas Gerais; Sindjustiça/Ceara; Sinsjusto/Tocantins; Serjal/Alagoas; Sinjusc/Santa Catarina; Sinjap/Amapá; Sinjur/Rondonia; Sindjustiça/Rio De Janeiro; Sindjustiça/Goias; Sindjus/Rio Grande Do Sul; Sintaj/Bahia; Sintaj/Paraíba; Sindjud/ Pernambuco; Sindju/Pará; Sinjuris/São Paulo; Sindjustiça/RN e Sinpojud/Bahia.

De acordo com o Estatuto da Fenajud, “O Congresso é a instância máxima de deliberação da Fenajud, soberana em suas decisões, de acordo com as normas deste Estatuto, sendo órgão ampla orientação político-sindical do movimento de lutas da categoria dos servidores do Poder Judiciário e o fórum de discussão das questões gerais de classe”.

Abertura foi marcada pela diversidade e resistência

Na noite de quarta-feira, dia 8 de dezembro, a abertura do 12º Conseju teve como destaque a presença de lideranças ligadas a grupos mais vulneráveis. Entre eles estiveram Roberto Anacé e Áurea Anacé, do movimento indígena, Cícero Souza, do movimento de catadores, Zuleide Queiroz, do movimento negro, Alexandre Mapurunga, do movimento de Pessoas com Deficiência, Lola Aranovich, do Movimento Feminista, Ailton Lopes, do movimento LGBTQIPA+, e Bael Peixoto, do movimento de Agricultoras e Agricultores familiares.

Áurea Anacé, do movimento indígena, lembrou a luta dos povos originários. “Se não existissem pessoas que invadissem nossas terras, a gente não saía do nosso território não”. A ativista também reforçou a luta coletiva, “A gente quando vai para a rua, a gente não vai atrás só do nosso direito não. Vamos atrás também dos direitos de vocês”.

“Está sendo um debate muito construtivo. Ouvimos relatos de lideranças diretamente ligadas a causas que são marginalizadas na sociedade brasileira. O preconceito e desrespeito aos direitos dos negros, indígenas, mulheres, pessoas com deficiência, famílias de baixa renda, trabalhadores do campo e pessoas LGBTQIPA+ não podem ser tolerados. Precisamos pressionar governantes e representantes políticos para impedir uma regressão quanto aos direitos fundamentais em nosso país”, reforçou o diretor de Assuntos Jurídicos do SINJUS-MG, Wagner Ferreira.

Todas as palestras do 12º Conseju podem ser assistidas no Facebook da entidade. Clique AQUI.

SINDICATO É PRA LUTAR!

Com informações da Fenajud

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