ELEIÇÕES

KALIL AFIRMA QUE NÃO IRÁ ADERIR AO REGIME DE RECUPERAÇÃO FISCAL SE ELEITO

terça-feira, 09/08/22 18:52 Homem branco calvo com cabelos castanhos, vestido socialmente, está falando em um microfone (Alexandre Kalil).

FOTO: Amira Hissa/PBH

O candidato ao governo de Minas Alexandre Kalil (PSD) afirmou, nesta terça-feira (9), que se for eleito não irá aderir ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Em entrevista a uma rádio de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o ex-prefeito de Belo Horizonte criticou a proposta do atual governador Romeu Zema (Novo). O plano é visto pelo governo do Estado como uma alternativa para a renegociação de dívidas com a União. O projeto prevê que os débitos do Estado, que ultrapassam a cifra de R$ 140 bilhões, sejam quitados em 30 anos, e envolve artifícios como teto de gastos e privatização de empresas estatais.

“Temos um problema sério, que não está sendo debatido. Esse regime é de uma gravidade, que ninguém está imaginando, está debaixo dos panos. Claro que se eu for eleito vou retirar imediatamente”, garantiu Kalil, que acusou o candidato do partido Novo ao governo de Minas, Romeu Zema, de falsas promessas eleitorais.

“O atual governo está prometendo reabrir 11 hospitais regionais, mas não tem como o Estado contratar ninguém com esse regime. Se o servidor sair, pedir exoneração, não pode voltar, não vai ter como repor esses profissionais”, afirmou o ex-prefeito da capital.

Durante a entrevista, Kalil criticou ainda as privatizações propostas no Regime de Recuperação Fiscal. Kalil admitiu que não é contra as concessões, mas sugeriu que o Estado crie uma agência reguladora para fiscalizar os processos. “Essa pressa ninguém entende, não ouviram ninguém. É preciso um estudo de viabilidade longa. Estão fazendo concessões atrapalhadas. O povo mineiro não sabe o que vai acontecer com o Estado daqui para a frente”, pontuou. “Tem que ter agência, ninguém fiscaliza, quem toma conta de mineração são as mineradoras”, completou o candidato ao governo de Minas.

Segundo Kalil, uma possível privatização da Copasa e da Cemig não é economicamente viável. “Se privatizar, em valor de mercado, estamos falando em R$ 8 milhões, essas privatizações pagaria uma folha e meia do funcionalismo.São quase duas folhas (de pagamento) para depois vim uma tarifa de água e de energia que ninguém aguenta”, rebateu.

Aumento para os servidores da segurança

Questionado durante a entrevista sobre um possível aumento de salário para os servidores da segurança em um eventual governo, Kalil afirmou que não tem medo de policial e nem de sentar com a categoria para conversar. Mas destacou ser inviável qualquer reajuste salarial.

“Eu não posso falar isso (aumento), eu não sou irresponsável. O que é possível é fazer conta, trazer os policiais para a mesa, conversar olhando no rosto, isso é possível, mostrar os números. O governador não tem que ter medo de polícia e professor”, destacou Kalil que criticou Romeu Zema por ter prometido em 2019 o reajuste para categoria.

“Prometer e não cumprir é coisa de moleque, queremos tratar o povo com respeito e eu fiz isso como prefeito. O Estado não é banco, não tem que guardar dinheiro, tem que investir em salário, recomposição salarial, treinamento, mas não tem que fazer demagogia”, completou.

Entenda o RRF

No último mês, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o governo de Minas pode dar sequência ao Regime de Recuperação Fiscal diretamente com o Ministério da Economia. Em tramitação desde 2019 na Assembleia Legislativa, o projeto de lei não tramitou por nenhuma comissão. Em maio, o governo de Minas pediu urgência para análise da matéria, que seguiu sem ser apreciada pelos deputados e, desde junho, tranca a pauta na Casa.

Fonte: Jornal O Tempo – Repórter Letícia Fontes

 

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