Qualidade de vida no envelhecer

sexta-feira, 27/11/15 19:00

*por Débora Guizoli

Pensar em qualidade de vida é diferente do termo ‘padrão de vida’. Pensar em qualidade de vida é medir as condições de vida do ser humano nos aspectos de saúde física e mental, nos relacionamentos humanos, na educação, no nível de independência entre outras circunstâncias da vida. Padrão de vida é uma forma de quantificar e qualificar os bens e serviços disponíveis.

No processo de envelhecimento é comum ocorrer a perda progressiva das capacidades funcionais do organismo. Há alterações físico-orgânicas influenciadas pela saúde psicológica do idoso composta pela autoestima, bem estar, interação social, ansiedade e estresse. Quando a saúde mental não está bem o corpo sente, e manifesta as doenças conhecidas como psicossomáticas.

Nem sempre o envelhecimento cronológico caminha junto ao envelhecimento biológico. Quando adquirimos uma condição de vida mais saudável, aumentamos nossa longevidade. Nem sempre uma pessoa com idade considerada jovem cronologicamente, possui uma boa saúde e vice-versa. Se buscarmos hábitos saudáveis de vida desde o início dela, podemos envelhecer com mais qualidade e menos problemas.  

O ser humano sempre busca um sentido para a vida. Durante a terceira idade é essencial o envolvimento em atividades físicas, sociais e culturais que possibilitem um contato social. Precisamos desse contato porque somos seres sociais preparados para viver em sociedade e não isolados. O contato social pode dar sentido à vida. Portanto, é interessante para o idoso, participar de programas praticados regularmente, o que possibilitará encontrar um significado e satisfação para sua existência.

Cada pessoa é um ser único. Assim sendo não podemos avaliar o processo de envelhecimento num padrão homogêneo. Há diversas maneiras de envelhecer e várias formas de viver este processo. Mas, o envelhecimento pode ocorrer de duas formas: pelo processo de senescência ou pelo processo de senilidade. Senescência significa envelhecer de forma saudável e senilidade é envelhecer com doenças, conflitos mentais e outros aspectos negativos.

 Há fatores que contribuem para a senescência. Citarei alguns:

 –  Aposentar adequadamente;

 – Apoio familiar e afeto;

  – Ser valorizado;

 – Continuar independente podendo sair e passear de forma autônoma;

 – Frequentar grupos da terceira idade;

– Atividade física e a conquista de uma boa saúde;

 – Espiritualidade;

 – Planejamento de metas;

 – Programas de políticas públicas para idosos, etc.

Envelhecer faz parte do desenvolvimento humano e possui aspectos negativos e positivos como toda fase da vida. A criança também passa por dificuldades, quem nunca caiu quando tentava dar os primeiros passos? O adulto, cheio de responsabilidades e deveres para com a família, preocupado com a realização profissional e com a criação dos filhos, também passa por vários desafios.

Chega à “terceira idade”, ou “melhor idade” como muitos a chamam. E o que esperar dessa fase da vida? A senescência ou a senilidade? Não podemos ter 100% tudo na vida, mas podemos sempre, eu digo sempre, tentar ver o lado positivo de todas as coisas. Mas como conseguir a felicidade agora? Não há uma receita pronta para isso, mas tenho uma dica: Permita-se viver de forma mais suave a partir de agora e procure o prazer nas coisas mais simples da vida. Volte o olhar para si mesmo. O autocuidado vai fazer toda diferença neste momento. ‘

 

            Débora Guizoli

Psicóloga (CRP 04/31433)

(Instrutora de Memória Ativa)

[email protected]

 

Débora Guizoli

É psicóloga, com pós-graduação em Gerontologia pela PUC Minas. Atua como Instrutora da Memória Ativa no SINJUS-MG. Possui experiência com trabalhos em grupo focados em Estimulação Cognitiva e Desenvolvimento Humano.

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